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	<title>Mauro Negro, osj</title>
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		<title>Jesus Nazareno, Rei dos Judeus</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Apr 2011 16:57:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em Roma, na Basílica chamada de Santa Cruz em Jerusalém, existe um dos supostos testemunhos da paixão de Jesus. É certamente um objeto muito interessante. A Igreja se chama “Santa Cruz em Jerusalém” pois ela foi edificada em um lugar &#8230; <a href="http://mauronegro.wordpress.com/2011/04/17/jesus-nazareno-rei-dos-judeus/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mauronegro.wordpress.com&amp;blog=13116046&amp;post=100&amp;subd=mauronegro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Em Roma, na Basílica chamada de Santa Cruz em Jerusalém, existe um dos supostos testemunhos da paixão de Jesus. É certamente um objeto muito interessante. A Igreja se chama “Santa Cruz em Jerusalém” pois ela foi edificada em um lugar onde foi depositada terra vinda de Jerusalém. Isto deu-se por ordem da imperatriz Helena, mãe de Constantino, o imperador que libertou os cristãos das perseguições (ano 313) e pouco depois assumiu o Cristianismo como religião oficial do Império Romano (ano 319).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Um pouco de história</strong> — Constantino era pagão e estando em batalha decisiva contra Massencio às portas de Roma, teve uma visão partilhada com seus soldados. Ele vira uma cruz nas nuvens e a frase: “Com este sinal vencerás!” Sendo sua mãe Helena uma cristã ele sabia o significado do sinal: era uma referência a Jesus Cristo, judeu executado há mais de dois séculos na província da Judéia. Eram incontáveis os seus seguidores que não se intimidavam com as constantes proibições de culto e perseguições de que eram alvo. Até a imperatriz Helena tornara-se cristã! Seria então muito difícil assumir como símbolo de luta e vitória o que era sinal de morte vergonhosa e desprezível — a cruz. Porém, depois de hesitar, Constantino decidiu-se e foram gravadas sobras as armas e escudos a cruz.</p>
<p style="text-align:justify;">A batalha que se seguiu foi terrível mas Constantino saiu vitorioso. Não deixou de exibir orgulhosamente os sinais de sua superioridade e humilhar os inimigos. Reconheceu porém que a cruz, sinal dos cristãos, fora seu grande trunfo e dera força, ânimo e vitória. Apoiado pela mãe Helena, Constantino iniciou aquela que é, provavelmente, maior reviravolta da história. Os cristãos, de perseguidos e frágeis, passaram a ser protegidos e muito brevemente deteriam o poder e o apoio irrestrito do Imperador. Constantino unificara o Império Romano e percebera que o Cristianismo seria a força que o manteria coeso.</p>
<p style="text-align:justify;">Passou então o imperador a apoiar todos os esforços da Igreja, facilitando sua presença e crescimento em todos os sentidos. Mandou construir as grandes basílicas romanas que são os fundamentos das Basílicas atuais; protegeu os túmulos de Pedro e Paulo; convocou todos os Bispos de então para um Concílio e favoreceu a expanção da Fé. Isto tudo muito embora ele mesmo tenha sido batizado somente no leito de morte, tendo sido durante a vida cruel com seus inimigos verdadeiros ou supostos.</p>
<p style="text-align:justify;">Constantino mandou explorar a Palestina, sob a supervisão de sua mãe Helena, em busca de sinais da presença terrena de Jesus. Em Jerusalém, cidade tantas vezes destruída, e em outras cidades, Helena encontrou muitas coisas interessantes. A mais surpreendente foi a suposta Cruz do Senhor e a inscrição da Paixão de Jesus.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois de iniciar a construição das Basílicas da Natividade em Belém e da Anástasis (Ressurreição em grego), em Jerusalém, Helena voltou à Roma, trazendo consigo terra da cidade santa que foi derramada no solo para a construção de sua capela, no Palácio Sessoriano, na entrada de Roma, próximo à Via Ápia. É esta a origem da chamada Basílica de Santa Cruz em Jerusalém.</p>
<div id="attachment_101" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://mauronegro.files.wordpress.com/2011/04/titulus-crucis-02.jpg"><img class="size-medium wp-image-101" title="Titulus Crucis 02" src="http://mauronegro.files.wordpress.com/2011/04/titulus-crucis-02.jpg?w=300&#038;h=164" alt="" width="300" height="164" /></a><p class="wp-caption-text">O Titulus Crucis como se encontra hoje na Basílica romana de “Santa Cruz em Jerusalém”.</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong>As relíquias</strong> — Helena porém não trouxe somente terra, mas também alguns objetos que serão marcantes para sempe. Parte da madeira da Cruz do Senhor; os pregos usados na crucifixão; espinhos da coroa; a haste horizontal da cruz do “bom ladrão” e, o mais surpreendente, metade do letreiro que identificava o criminoso e seu crime como encontramos em João 19, 19: <em>Pilatos redigiu também um letreiro e o fez colocar sobre a cruz. Nele estava escrito: “Jesus Nazareu, o rei dos judeus”</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Este é o chamado <em>Titulus Crucis </em>ou título da Cruz, que ainda encontramos na Basílica de Santa Cruz trazido há quase mil e setessentos anos por Helena junto com as outras relíquias, mas que teve uma história diferente. A parte da Cruz foi lascada inúmeras vezes; descobriu-se muitos outros pregos da Cruz em outros lugares da Europa, bem como coroas de espinhos e véus de Verônica. Havia muita procura de relíquias e criou-se um comércio promissor a respeito. Muitas relíquias eram por contato: um objeto parecido com a relíquia entrava em contato com ela e tornava-se assim também uma relíquia como aquela. Muito do que existia era falsificação barata e outro tanto era uma recordação piedosa, sem referência histórica alguma. Isto criou um sentimento de descrédito sobre as relíquias.</p>
<p style="text-align:justify;">O título da Cruz porém foi felizmente protegido. Roma sofria constantes invasões. A cidade perdeu prestígio e segurança. Na antiguidade chegou a mais de um milhão de habitantes; porém, em alguns momentos da Idade Média chegou a não passar de uma quase aldeia, com não mais de trinta mil habitantes.</p>
<p style="text-align:justify;">A Capela da Imperatriz Helena tornou-se uma Basílica e era servida por monges que deviam zelar pelos seus tesouros de Fé. Os tempos e a cidade de Roma sempre foram conturbados. Os monges, apoiados pelas autoridades da Igreja de então, resolveram proteger o <em>Titulus Crucis</em>, guardando-o dentro de uma parede e lacrando-o com reboque. Foi assim que ele esteve entre os séculos 12 e 15. Com o passar do tempo a notícia de que naquela Basílica havia a inscrição da Cruz foi sendo esquecida até que em 1º de fevereiro de 1492, os monges, restaurando algumas paredes centenárias que ameaçavam deteriorar-se, encontraram um nicho atrás de uma inscrição em pedra vermelha: <em>Titulus Crucis</em>, escondida sob uma camada de reboco. Esta pedra preservou-nos por séculos a riqueza de uma relíquia fascinante.</p>
<p style="text-align:justify;">No nicho estava uma caixa fechada com o selo do futuro papa Lucio 2º, de meados do século 12. Aberta a caixa encontrou-se um pedaço de madeira muito antigo, de formato retangular, tendo o lado esquerdo e o inferior mais preservado que o direito e superior. Sobre esta tábua podia-se ler uma inscrição grega, na linha do meio, algo como latim na linha inferior e alguns traços a princípio ilegíveis que são as partes inferiores de letras hebraicas, na linha superior. O interessante é que tudo isto é escrito da direita para a esquerda. O hebraico tem esta caracterítica, mas não o grego e o latim.</p>
<div id="attachment_102" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://mauronegro.files.wordpress.com/2011/04/titulus-crucis-03-disegno-inverso.jpg"><img class="size-medium wp-image-102" title="Titulus Crucis 03 disegno inverso" src="http://mauronegro.files.wordpress.com/2011/04/titulus-crucis-03-disegno-inverso.jpg?w=300&#038;h=180" alt="" width="300" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">Desenho do Titulus Crucis invertido para melhor compreensão. Notar os riscos superiores das letras hebraicas, no meio a inscrição em grego e na linha inferior em latim.</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong>A inscrição </strong>— A tabuleta é conservada até hoje junto com os restos das relíquias que, supõe-se, sejam as trazidas por Helena no século quatro. O que sobrou da Cruz, depois de tantas vezes partida e lascada, foram duas pequenas canas de madeira que estão dentro de um relicário em forma de cruz. Os pregos e o espinho da coroa estão em outros relicários. Existe também um “dedo de São Tomé” que não se sabe ao certo como chegou até lá.</p>
<p style="text-align:justify;">O <em>Titulus Crucis</em> porém é um dos objetos mais fascinantes de estudos. Isto porque ele contém as inscrições. Segundo os relatos antigos os operários de Helena descobriram as cruzes e outras relíquias em uma antiga cisterna. Este lugar existe ainda no subsolo da Basílica da Ressurreição, em Jerusalém. O <em>Títulus </em>devia ser uma tábua longa e estreita, onde devia estar escrito o nome do condenado e o motivo da condenação. Esta tábua deve ter sido serrada ao meio, com metade supostamente permanecendo em Jerusalém e a outra metade levada por Helena para Roma. De fato era comum lascar, dividir ou cortar relíquias para “multiplica-las”. A preservação integral de um objeto antigo é coisa recente. O lado esquerdo está mais preservado, e interrompe a inscrição. O lado direito está bem deteriorado, mostrando os sinais do tempo.</p>
<p style="text-align:justify;">O <em>Titulus </em>devia ter originalmente uns 50 cm de comprimento por 14 cm de altura. Resta agora cerca de 25 cm por 14 cm. A inscrição é parcialmente visível. Transportada da esquerda para a direita encontramos:</p>
<p style="text-align:justify;">— Na linha inferior: I NAZARINVS RE — I: abreviação de Jesus, Iesu em latim; NAZARIVS, de Nazaré; RE: parte de REX ou rei. O I abreviando o nome de Jesus está de acordo com o costume de abreviar nomes conhecidos. Jesus ou IESUS era um nome comum.</p>
<p style="text-align:justify;">— Na linha do meio, em letras gregas: IS NAZARENUS B — IS: final do nome Jesus ou também uma abreviação; NAZARENUS: de Nazaré, com o curioso ditongo OU abreviado em U; B: inicial de BASILEUS, rei.</p>
<p style="text-align:justify;">— Na linha superior restos da escrita hebraica, bem danificados pelo desgaste da madeira. Pode-se reconhecer as letras h (hê), n (nun) e v (shim). É possível reconstituir, a partir destes traços de letras e do contexto a expressão, <em>[JShU’] N’Sh [RJ  MLK HJHUDJM]</em>, onde somente o que está fora dos colchetes pode ser deduzível pelos traços; o demais é reconstituição da afirmação <em>JeShUa’  HaNNaTZRi MeLeK HaJHUDIM</em> — “Jesus de (da terra de) Nazaré, rei dos Judeus”.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns problemas marcam a leitura do “texto” do <em>Titulus</em>. Primeiro, o fato de que não apenas o hebraico é escrito da direita para a esquerda, mas também o latim e o grego. Pode indicar que o escritor não tivesse suficiente informações para escrever corretamente estas linguas. Isto não me parece um problema, mas sim uma circunstância particular. Aqui mesmo eu tive de fazer adaptações nas letras para que este artigo pudesse ser lido e compreendido. Depois a falta de grande parte das linhas não é um limite intransponível, pois é desta forma que se encontram muitos documentos antigos. A própria antiguidade da tabuleta é atestada pela ciência e a paleografia (estudo das escritas antigas) que datam o formato das letras do primeiro ao segundo ou no máximo terceiro século de nossa era.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>“O que escrevi, escrevi!” </strong>— O <em>Titulus Crucis</em> é uma relíquia, venerada pelos que a reconhecem como a tabuleta indicativa do motivo da morte de Jesus; pesquisada pelos que buscam respostas; rejeitada pelos que não a aceitam como relíquia; ridicularizada pelos que a tomam como uma das tantas falcidades em torno da historicidade da Fé. Mas é algo perante o qual não se pode ficar indiferente. Posso dizer que a primeira vez que a vi também não a valorizei. Sequer sabia que existia e foi para mim mais uma espécie de folclore da paixão. Mas, precisei voltar lá mais vezes, atraído por aquela inscrição que me questionava e hoje me assombra. Não se pode afirmar se é ou não uma verdadeira relíquia. Para mim, sim! Mas é um dos tantos mistérios que envolvem a Pessoa e a Missão de Jesus, que a ciência não esgota, a história não pode negar em absoluto e que questiona a Fé.</p>
<p style="text-align:justify;">João 19, 21 – 22: <em>Disseram então a Pilatos os chefes dos sacerdotes dos judeus: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas ‘Este homem disse: eu sou o rei dos judeus’”. Pilatos respondeu: “O que escrevi, está e permanecerá escrito”!</em></p>
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		<title>São José Marello: Homem de seu tempo</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Jan 2011 16:03:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[São José Marello foi um homem do seu tempo, pensou e sentiu e, partindo daí, viveu conforme avaliou ser necessário. Na segunda metade do século 19 o norte da Itália era uma terra difícil para quem tinha fé. A oposição &#8230; <a href="http://mauronegro.wordpress.com/2011/01/16/sao-jose-marello-homem-de-seu-tempo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mauronegro.wordpress.com&amp;blog=13116046&amp;post=95&amp;subd=mauronegro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://mauronegro.files.wordpress.com/2011/01/sc3a3o-josc3a9-marello.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-96" title="São José Marello" src="http://mauronegro.files.wordpress.com/2011/01/sc3a3o-josc3a9-marello.jpg?w=150&#038;h=190" alt="" width="150" height="190" /></a>São José Marello foi um homem do seu tempo, pensou e sentiu e, partindo daí, viveu conforme avaliou ser necessário. Na segunda metade do século 19 o norte da Itália era uma terra difícil para quem tinha fé. A oposição aos valores religiosos e às próprias expressões religiosas era uma constante. A sociedade convivia com a religião, mas a cultura a deixava de lado, o governo não considerava seus valores e, com isso, sua expressão ia aos poucos se reduzindo aos interiores das Igrejas.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma situação difícil de entendermos hoje é que, naqueles tempos, não existia em naquela região a vida religiosa. Irmãos e Irmãs, consagrados a Deus pelos votos religiosos, simplesmente não faziam parte do panorama da Igreja. Aliás, em toda a Europa o que existia era uma oposição, se não explícita pelo menos velada a tudo o que se referia à Igreja. A efervescência do positivismo e do marxismo começava em diversos lugares e neles a posição histórica da Igreja era questionada ou ela própria era negada, quando não combatida frontalmente.</p>
<p style="text-align:justify;">Às vezes achamos que a indiferença religiosa ou a oposição à Igreja é coisa moderna, dos nossos anos… Engano! Era naquele tempo uma realidade que fazia vítimas os que hoje também o são: as gerações mais novas. As crianças até os jovens viam os valores se diluir em mudanças sociais e novos modelos de ser e de agir. Bem como hoje, quando muitos rapazes e meninas sentem-se quase que “fora do mundo” quando tentam viver uma genuína experiência de Deus.</p>
<p style="text-align:justify;">Padre José Marello, atento observador de sua realidade e sincero cristão, de fé clara e dedicada à vocação que recebeu, sentia estas situações e deu uma resposta que, dentro de sua realidade e possibilidades parecia ser a melhor. Com a criação dos Oblatos de São José ele tentou oferecer à Igreja de sua Diocese, Asti, uma solução. A princípio ele nem pensou em fazer uma Congregação religiosa, mas apenas reunir cristãos sinceros e fiéis para ser “oblatos”, gente que se oferece (este é o sentido da palavra “oblato”) para o serviço em nome de Deus na Igreja. Onde e como for necessário.</p>
<p style="text-align:justify;">Eles se aplicaram primeiramente à formação cristã dos operários, depois à educação e catequização de crianças e jovens e, logo a seguir, ao atendimento aos enfermos e idosos abandonados. Na realidade eles se dedicaram às necessidades mais urgentes, às pessoas das quais ninguém se lembrava e que, na sociedade, incomodam pois são um obstáculo.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje também temos situações semelhantes àquelas, talvez mais desafiadoras e com uma amplitude maior, mas são muito próximas das que viveu Padre Marello.</p>
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		<title>São José Marello: Resposta e compromisso</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Jan 2011 22:01:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mauronegro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O compromisso de um líder nasce da sua visão da realidade, do modo como ela fala à sua consciência e afeto. São José Marello, Padre, depois Fundador dos Oblatos de São José e por fim Bispo do norte da Itália &#8230; <a href="http://mauronegro.wordpress.com/2011/01/03/sao-jose-marello-resposta-e-compromisso/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mauronegro.wordpress.com&amp;blog=13116046&amp;post=93&amp;subd=mauronegro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em>O compromisso de um líder nasce da sua visão da realidade, do modo como ela fala à sua consciência e afeto. São José Marello, Padre, depois Fundador dos Oblatos de São José e por fim Bispo do norte da Itália sentiu as necessidades de seu tempo e respondeu a elas com a coragem de um homem de fé. </em></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://mauronegro.files.wordpress.com/2010/12/marello-santo-colori.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-91" title="São José Marello" src="http://mauronegro.files.wordpress.com/2010/12/marello-santo-colori.jpg?w=229&#038;h=300" alt="" width="229" height="300" /></a>José Marello foi jovem e como qualquer jovem teve suas crises, buscas e tensões, próprias da fase da juventude e muito influenciadas pelo meio circundante de seu tempo. Talvez a grande diferença da situação de José Marello em relação àquela dos jovens e adolescentes de hoje é que ele tinha princípios humanos e cristãos. Foram elementos fundamentais de sua educação religiosa e familiar. É notório que a sociedade hoje não valoriza estes princípios. Mas esta afirmação não implica que no tempo do Marello a sociedade tivesse seus valores mais marcados pelo cristianismo. Não! A sociedade italiana daqueles tempos, especialmente nas cidades grandes, estava muito marcada pelo positivismo, uma espécie de modo de ser que descarta a necessidade da fé e da adesão a qualquer forma de religião.</p>
<p style="text-align:justify;">José Marello teve família e ela tinha a experiência de fé, algo fundamental para o crescimento da personalidade. Ele nasceu em Turim, norte da Itália. Ainda menino foi levado para São Martinho Alfieri, na  região do norte da Itália chamada Piemonte. Lá ele teve contato com a vida simples e cheia de afazeres e dedicação dos pobres trabalhadores rurais. Por estar neste ambiente ele teve mais horizontes humanos, e não apenas comerciais, políticos ou de negação dos valores religiosos.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois de entrar no seminário houve uma crise vocacional, ampliada ou motivada por questões políticas que geraram conflitos armados naquelas regiões onde ele vivia. Nesta situação ele saiu do seminário e, no contato com a sociedade de seu tempo, especialmente na grande cidade de Turim, pensou em responder às necessidades de seu tempo com os recursos políticos, econômicos e sociais à disposição. Não era este o caminho para ele, contudo. Foi preciso uma doença que o prostrou de cama e lhe deu muitas dores para que ele percebesse que o caminho que trilhava não era o melhor.</p>
<p style="text-align:justify;">Ter opinião é um desafio e há sempre um enorme contingente de coisas e pessoas que desejam influenciar nossa opinião. No caso de José Marello havia os estudos de economia, o movimento da cidade de Turim, provavelmente algum afeto, especialmente o desejo do pai de que ele continuasse como leigo. Mas o jovem José teve a coragem de retomar seu primeiro amor, seu primeiro chamado: ser Padre, seguir os passos do Mestre e não ter receio de dedicar a vida a Jesus Cristo.</p>
<p style="text-align:justify;">Mudar de opinião ou corrigir a rota da vida é algo que exige coragem, ânimo, despojamento e decisão. José Marello mudou sua rota de vida, retomou o caminho do sacerdócio e voltou a encontrar a felicidade. Ela existiria se ele soubesse responder ao que ouvia e via à sua volta: a ausência de Deus e dos valores religiosos era uma situação gritante, um convite a corresponder com uma vida fiel e com o trabalho de presença e ação concretas. E ele respondeu a tudo isto se envolvendo com Fé.</p>
<p style="text-align:justify;">A resposta do Marello foi assumir a vida no seminário em função da futura vida de Padre. A coragem que ele demonstrou foi a de quebrar correntes, condutas e reassumir o compromisso com o Senhor. Quando foi Padre ele terá outra coragem: a de criar um grupo de “oblatos”. Originalmente esta era a palavra que identificava as pessoas que, não podendo ser religiosas por algum motivo, assumiam apenas o “espírito” da vida religiosa. Assim, os Oblatos de São José nasceriam como simples cristãos que desejavam ser plenamente fieis, dedicados a Deus na Igreja, especialmente com vistas aos mais simples e humildes. Nem religiosos de uma Ordem seriam: deviam ser servidores, gente que se oferece a Deus na Igreja — isto é, “oblatos”.</p>
<p style="text-align:justify;">A criação dos Oblatos de São José corresponde à experiência interior de São José Marello: experiência de visão da realidade e de compromisso em transformar o que for possível à luz da graça de Jesus Cristo.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes porém de criar os Oblatos, São José Marello viveu como Padre de uma Diocese e teve os seus problemas, desafios e compromissos que um Padre daqueles tempos devia ter e viver. O que é interessante no Marello é que as soluções encontradas para os desafios que ele enfrentou não foram impostas sobre os outros, como um ocorre normalmente com um modelo político ou econômico. Ele solucionou os problemas e respondeu aos desafios primeiramente ouvindo a voz de Deus e seguindo o caminho que lhe parecia o correto. De fato, ele foi ao seminário e foi ordenado Padre. Depois, vendo as necessidades de apoio humano, de socorro médico e fraterno, bem como de educação da fé e humana, ele criou os Oblatos de São José.</p>
<p style="text-align:justify;">Outra grandeza do Marello era a de observar e corresponder à sua realidade com força, propondo que outros o acompanhem, sem medo de errar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mauronegro.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mauronegro.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mauronegro.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mauronegro.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mauronegro.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mauronegro.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mauronegro.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mauronegro.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mauronegro.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mauronegro.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mauronegro.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mauronegro.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mauronegro.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mauronegro.wordpress.com/93/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mauronegro.wordpress.com&amp;blog=13116046&amp;post=93&amp;subd=mauronegro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>São José Marello:  Espiritualidade e santidade</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 00:57:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mauronegro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Espiritualidade não é “momento de oração”. Às vezes, em alguns encontros e circunstâncias, ouve-se: “Vamos fazer agora a espiritualidade!”. Parece que é um momento separado dos outros, algo que acontece com início, meio e fim. Não é isto espiritualidade. Um &#8230; <a href="http://mauronegro.wordpress.com/2010/12/29/sao-jose-marello-espiritualidade-e-santidade/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mauronegro.wordpress.com&amp;blog=13116046&amp;post=90&amp;subd=mauronegro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Espiritualida<a href="http://mauronegro.files.wordpress.com/2010/12/marello-santo-colori.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-91" title="São José Marello" src="http://mauronegro.files.wordpress.com/2010/12/marello-santo-colori.jpg?w=229&#038;h=300" alt="" width="229" height="300" /></a>de não é “momento de oração”. Às vezes, em alguns encontros e circunstâncias, ouve-se: “Vamos fazer agora a espiritualidade!”. Parece que é um momento separado dos outros, algo que acontece com início, meio e fim. Não é isto espiritualidade. Um momento de oração, um salmo cantado ou orado, uma sequência de preces ou uma celebração eucarística não são “espiritualidades”. Espiritualidade é algo maior: é o estilo de ser, sentir, olhar, viver, sonhar, lutar, buscar, alegrar, chorar e, entre tantos outros verbos que podem definir a espiritualidade, ela é sobretudo o jeito de crer e experimentar a fé. Desta forma não é algo separado, isolado dos demais elementos da vida ou de um determinado encontro. Alguns que lêem estas linhas percebem que espiritualidade tem muito a ver com “mística”. De fato os dois conceitos estão na mesma linha.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando se fala da “espiritualidade de São José Marello” não se trata de quais orações ele fazia e em quais momentos. Claro que suas preces e o tempo que ele utilizada para fazê-las são elementos importantes. Eles mostram um pouco o jeito de José Marello vivenciar sua fé e apresentá-la a quem o cercava.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas a espiritualidade de São José Marello é mais do que um conjunto de orações que ele fazia freqüentemente — é o seu jeito de buscar a Deus e torná-lo presente em suas ações. Sim, o Marello, como todos os homens e mulheres santos, tornava presente, na sua vida e na vida das pessoas, Deus em sua bondade e misericórdia. É isto que os Santos fazem ser notado: a santidade de Deus. Por isso eles são santos! Porque demonstram na vida e na história pessoal a identidade de Deus, a santidade. Ora, espiritualidade é o modo de viver a santidade que Deus dá a quem o busca e que é partilhada por quem a tem.</p>
<p style="text-align:justify;">José Marello tinha a santidade pois vivia sob os olhos do Senhor. Todos vivem sob os olhos de Deus, mas nem todos têm esta consciência. Ela acontece no interior de quem se deixar despertar para a graça, a amizade com Deus. Pode-se viver anos e mais anos no sopé de uma grande e linda montanha, ou muito próximo a uma praia magnífica, mas nunca subir a montanha para descobrir trilhas, ver animais, insetos e flores; ou nunca colocar os pés na água do mar… As belezas da natureza podem estar ao alcance da mão, mas ela se não se estende para buscar tais belezas, para saborear e viver melhor, não experimentará nada.</p>
<p style="text-align:justify;">A santidade pode estar muito próxima da pessoa, mas se ela não desejar ter, viver, experimentar o que é ser santo, nada acontecerá. No caso de José Marello a santidade foi algo quase que natural em seu crescimento: ele sempre desejou fazer o que era certo, o que estava conforme a vontade de Deus. Primeiro, quando era um menino, a vontade de Deus devia ser expressa para ele na vontade de seus pais e avós. Depois, quando já estava no seminário, a mesma vontade deveria ser a de seus formadores e de seus sentimentos nascidos na oração e no diálogo com gente tocada pela graça do Senhor. Mais tarde, como Padre, como fundador dos Oblatos de São José e como Bispo, a vontade do Senhor era compreendida por ele através do povo de Deus, dos seus oblatos, dos pobres, dos idosos necessitados e doentes, dos jovens, dos seus superiores na Igreja. E especialmente na oração. Sim, aqui está um ponto importante. Muitos são os caminhos pelos quais chegam os apelos de Deus e de sua vontade. Mas para descobri-los, ter certeza ou pelo menos entender que aquele é o caminho e sobretudo aceitar os tais caminhos mesmo que impliquem sacrifício, para tudo isto é necessário tempo dado à voz do Senhor na oração.</p>
<p style="text-align:justify;">Tudo Isto é espiritualidade. Isto marcou muitos que conviveram com José Marello Jovem, depois Padre, fundador da Congregação e Bispo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mauronegro.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mauronegro.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mauronegro.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mauronegro.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mauronegro.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mauronegro.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mauronegro.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mauronegro.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mauronegro.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mauronegro.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mauronegro.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mauronegro.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mauronegro.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mauronegro.wordpress.com/90/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mauronegro.wordpress.com&amp;blog=13116046&amp;post=90&amp;subd=mauronegro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">São José Marello</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Ele enxugará as lágrimas de seus olhos!</title>
		<link>http://mauronegro.wordpress.com/2010/12/23/ele-enxugara-as-lagrimas-de-seus-olhos/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Dec 2010 23:36:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mauronegro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Natal do Senhor. Missa da Noite Ano Litúrgico A. Mateus 24 de Dezembro de 2010 Alegremo-nos todos no Senhor; Hoje nasceu o Salvador do mundo, desceu do céu a verdadeira paz Leia o comentário para as leituras: 05 Solenidade do &#8230; <a href="http://mauronegro.wordpress.com/2010/12/23/ele-enxugara-as-lagrimas-de-seus-olhos/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mauronegro.wordpress.com&amp;blog=13116046&amp;post=86&amp;subd=mauronegro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align:center;">Natal do Senhor. Missa da Noite Ano Litúrgico A. Mateus<br />
24 de Dezembro de 2010</h3>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#993300;">Alegremo-nos todos no Senhor;</span><br />
<span style="color:#993300;">Hoje nasceu o Salvador do mundo,</span><br />
<span style="color:#993300;">desceu do céu a verdadeira paz</span></p>
<p style="text-align:left;">Leia o comentário para as leituras: <a href="http://mauronegro.files.wordpress.com/2010/12/05-solenidade-do-natal-vigilia-2010-12-24.pdf">05 Solenidade do Natal Vigilia  2010 12 24</a></p>
<p style="text-align:justify;">Note-se que, para a Solenidade do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, existem quatro formulários litúrgicos. O primei-ro é chamado “Missa da Vigília”, reservado para a noite anterior ao dia 25. O segundo, chamado “Missa da Noite”, é o mais utilizado na noite do dia 24. É este que aqui se segue. O terceiro é chamado “Missa da Aurora”, ou da manhã do dia 25. Quase nunca é utilizado. E finalmente o quarto é chamado de “Missa do Dia”: este é usado, em geral, durante todo o dia 25.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mauronegro.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mauronegro.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mauronegro.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mauronegro.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mauronegro.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mauronegro.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mauronegro.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mauronegro.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mauronegro.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mauronegro.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mauronegro.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mauronegro.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mauronegro.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mauronegro.wordpress.com/86/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mauronegro.wordpress.com&amp;blog=13116046&amp;post=86&amp;subd=mauronegro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Kalendas</title>
		<link>http://mauronegro.wordpress.com/2010/12/22/kalendas/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 23:26:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mauronegro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Antiga poesia cantada na Noite de Natal em Roma. Anuncia o nascimento de Jesus como  fato histórico, esperado pelos Judeus e que define a história como a conhecemos. Oitavo dia para as Kalendas de Janeiro Lua vigésima primeira… Transcorridos muitos &#8230; <a href="http://mauronegro.wordpress.com/2010/12/22/kalendas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mauronegro.wordpress.com&amp;blog=13116046&amp;post=83&amp;subd=mauronegro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em>Antiga poesia cantada na Noite de Natal em Roma. Anuncia o nascimento de Jesus como  fato histórico, esperado pelos Judeus e que define a história como a conhecemos.</em></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Oitavo dia para as Kalendas de Janeiro<br />
Lua vigésima primeira…</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Transcorridos muitos séculos da Criação do mundo,<br />
quando no princípio Deus havia criado o Céu e a Terra<br />
e havia feito o Homem à sua imagem…</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>E muitos séculos de quando, depois do Dilúvio,<br />
o Altíssimo — seja Ele bendito eternamente! —<br />
havia feito resplandecer o arco-íris,<br />
sinal de Aliança e de Paz…</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Vinte e um séculos depois da partida de Ur dos Caldeus<br />
de Abraão, nosso Pai na Fé…</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Cerca de mil anos depois da unção de Davi<br />
como Rei de Israel…</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Na sexagésima quinta semana<br />
segundo a Profecia de Daniel…</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Na época da centésima nonagésima quarta Olimpíada…</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>No ano 752 da fundação de Roma…</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>No quadragésimo segundo ano do império<br />
de Otaviano Augusto…</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Quando em todo o mundo reinava a paz,<br />
Jesus Cristo, Deus Eterno e Filho do Eterno Pai,<br />
querendo santificar o  mundo com a sua vinda<br />
tendo sido concebido pela ação do Espírito Santo<br />
passados nove meses, nasce em Belém da Judéia,<br />
da Virgem Maria, feito Homem!</em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Este é o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo<br />
segundo a Natureza Humana.</em></strong></p>
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		<title>É festa de grande alegria!…</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 23:17:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mauronegro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>

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		<description><![CDATA[…Nasceu o Menino Jesus. Ternura do céu que na terra brotou. Trouxe paz, trouxe amor, trouxe luz. Venham todos cantar. É Natal do Menino Jesus! &#160; Estas palavras são parte de um canto de Natal que muito aprecio. “Grande alegria” &#8230; <a href="http://mauronegro.wordpress.com/2010/12/22/e-festa-de-grande-alegria%e2%80%a6/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mauronegro.wordpress.com&amp;blog=13116046&amp;post=78&amp;subd=mauronegro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em>…Nasceu o Menino Jesus. Ternura do céu que na terra brotou. Trouxe paz, trouxe amor, trouxe luz. Venham todos cantar. É Natal do Menino Jesus!</em></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_79" class="wp-caption alignleft" style="width: 267px"><a href="http://mauronegro.files.wordpress.com/2010/12/natividade-giotto-capela-dos-scrovegni-padua-in-30-giorni-ano-2000-n-11-pag-37.jpg"><img class="size-medium wp-image-79" title="Natividade Giotto Capela dos Scrovegni Padua IN 30 Giorni ano 2000 n 11 pag 37" src="http://mauronegro.files.wordpress.com/2010/12/natividade-giotto-capela-dos-scrovegni-padua-in-30-giorni-ano-2000-n-11-pag-37.jpg?w=257&#038;h=300" alt="" width="257" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Natividade Giotto Capela dos Scrovegni Padua IN 30 Giorni ano 2000 n 11 pag 37</p></div>
<p>Estas palavras são parte de um canto de Natal que muito aprecio. “Grande alegria” ou motivo para uma “grande festa”. É certamente isto. E por quê? Porque veio o Menino Jesus, que como identifica o canto é “ternura do céu que na terra brotou”.</p>
<p style="text-align:justify;">O que significa o Natal para a maioria das pessoas que nos acompanham? Qual sua importância e por que o celebramos? Como o celebramos? Aliás, por que celebramos esta “festa de grande alegria” motivada pelo nascimento deste “Menino Jesus”? Tais perguntas parecem ser redundantes e desnecessárias, mas você se surpreenderia se as fizesse para seus amigos e parentes próximos! Eu fiz a experiência com algumas pessoas e isto me deixou intranquilo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> Que tipo de alegria?</strong> — No último Natal eu observei, como é um pouco meu hábito, o comportamento das pessoas, especialmente aquele comportamento inconsciente, sem muita programação, mas que revela o que há dentro do indivíduo, seus valores e modos de pensar e ser. Constatei muito barulho, agitação e gastos, muitos gastos. A regra fundamental parecia ser a do exagero: é preciso comprar muito, todos precisam ganhar presentes, precisam sentir nossa presença com o presente (desculpem o trocadilho!) para ser felizes. E muitos precisam dar um grande, um enorme presente para sentirem-se amados. Um presente para fazer que alguém ame o presenteador. E quanto maior o presente, maior o amor dado em troca.</p>
<p style="text-align:justify;">Um ruído quase ensurdecedor nas ruas, com buzinas, fogos de artifício (não os belos e coloridos, mas aqueles que apenas fazem barulho: bum! bum! E assim nos ensurdecem.) Não entendo o que isto tudo pode querer dizer senão que alguém está tendo um ataque convulsivo de desequilíbrio emocional. Muita bebida parece ser a regra para algumas pessoas, como aquelas que ficam na esquina de baixo de onde moro, a noite inteira, com músicas e atitudes sensuais.</p>
<p style="text-align:justify;">Isto me leva a pensar que tipo de alegria toma conta de nosso espírito: uma alegria difusa, sem muito sentido de ser… Uma alegria exacerbada e exagerada, onde o limite não existe e sim a possibilidade de fazer tudo, dizer e viver tudo sem meios termos… Uma alegria consciente, deslumbrante, arrebatadora, que não anula ou entorpece o juízo, mas abre horizontes para recomeçar, retomar os desafios e a vida. Uma alegria que dá à pessoa o pensamento de que tudo ainda vale a pena, de que é possível ser feliz, mas é preciso trabalhar, é preciso ainda acreditar, mesmo que exista o cansaço. Mas ele ficou para traz, foi superado pois uma criança nasceu!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> A alegria de um nascimento </strong>— Todo nascimento de uma criança deveria ser um sinal de esperança. Não é apenas uma criança que nasce, é uma possibilidade de futuro, de amor vivo e vibrante que se faz presente entre nós. É por isso que normalmente queremos bem um recém-nascido, o guardamos e protegemos: pois ele é frágil e ao mesmo tempo nos demonstra algum tipo de atenção que nos encanta, nos deslumbra. É comum: sorrimos perante uma criança simpática nos braços de sua mãe.</p>
<p style="text-align:justify;">O nascimento do Menino Jesus é um pouco disto tudo: a ternura do céu que na terra brotou, como nos diz o canto acima lembrado. Ao brotar, esta ternura se faz história conosco. Aqui está o núcleo do Natal: não é apenas um nascimento, o que já seria algo maravilhoso e emocionante. É, sobretudo, a entrada do Mistério de Deus na nossa história. Uma entrada inesperada, surpreendente, até difícil de entender.</p>
<p style="text-align:justify;">Meu espaço aqui é pequeno, mas desejo apresentar-lhes alguns argumentos para que nossa alegria, fruto da nossa esperança, possa ser completa neste Natal e em todos os outros que virão.</p>
<p style="text-align:justify;">Na história de cada um de nós existem tristezas, frutos de nosso sofrimento. E quando sofrimento existe no mundo! O último século viu os maiores sofrimentos da história com os regimes autoritários impostos sobre a alma de povos e pessoas. O comunismo ateu em tantos paises como na China, milenar cultura destruída pelo mito do proletariado que era o disfarce de uma burocracia personalista desumana; ou na Rússia, com suas ricas tradições espirituais negadas, perseguidas, oprimidas. O nazismo como estilo de impor valores de poucos sobre muitos, ordenando, esmagando, negando tudo o que havia de mais sagrado. O capitalismo selvagem que destrói tudo, desde as fontes de água até a camada de ozônio, passando pela vida e o futuro das pessoas. Regimes políticos e filosofias econômicas marcaram a humanidade como nunca. E atualmente os diferentes modos de crer em Deus: fé que destrói o diferente, intolerante com o outro, negado em nome de certa divindade que não sabe partilhar e comungar.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> Celebrar o Natal em uma sociedade que sofre com o aborto legal </strong>— Quando Deus é negado, nega-se tudo, pois tudo é permitido. O aborto vai aos poucos se alastrando, sorrateiramente. A negação do ser humano ou o seu uso conforme as conveniências. Em um mesmo hospital pode existir, em salas contíguas, de um lado toda a tecnologia médica para manter a vida de um neonato prematuro. E ele sobreviverá, com muita probabilidade. E, de outro lado, quem sabe atrás de uma parede, sobre uma mesa cirúrgica, uma mulher, autoproclamada “dona de seu corpo”, deixa que uma criança não nascida seja assassinada: talvez mais bem formada, mais adiantada na gestação que aquela que irá sobreviver, do outro lado…</p>
<p style="text-align:justify;">Crianças que nascem aos montes em países onde a pobreza é endêmica, e que são eliminadas porque a pobreza espiritual é mais marcante ainda. O que está por detrás disto tudo? Quem mexe as cordas dos seres humanos, pobres títeres, que vivem em um mundo de tecnologia e progresso mas que não sabem dividir a esperança da vida?</p>
<p style="text-align:justify;">Um conhecido meu joga a culpa no Diabo. É provável, não posso deixar de considerar esta possibilidade. Talvez ele seja o companheiro mudo mais operoso de todas as horas na história da humanidade. Contudo sinto que isto é isentar de culpa o próprio ser humano.</p>
<p style="text-align:justify;">É neste sentido que, parece-me, o Natal deve ser mais celebrado do que nunca. Ele é a superação programada, mantida em curso durante já quase dois mil anos, de uma certeza: Deus está entre nós! Ele escolheu o modo mais frágil, mais dependente para se fazer presente. A forma de um recém nascido. Ele poderia ter vindo como Super Homem, como um herói destes dos cinema, um tidpo de “eliminador” ou “destruidor”, “exterminador” do futuro… Uma espécie daqueles heróis japoneses que, com um aperto de botão fazem tudo mudar: eles próprios mudam a roupa, aparecem com um capacete e estão em posse do poder contra as forças do mal… Quanta fantasia!</p>
<p style="text-align:justify;">Ao invés o Natal é a entrada do Deus frágil, dependente, indefeso, em forma de criança. Ele assumiu nossa natureza humana para nos fazer sentir mais perto dele, já que para nós seria difícil nos fazermos deus! E todas as vezes que queremos nos fazer de deus, nos enganamos e destruímos a nós mesmos, oprimimos e negamos o que existe de santo. Então é Ele quem vem ao nosso encontro. Entra na nossa história.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> Olhar o presépio para enxergar o Mistério </strong>— Quando vejo os presépios recordo que meu pai fazia questão de ter um em casa. Ele valorizava mais a representação do Natal do que o sinal da árvore e outros tantos símbolos modernos, como o gordo, vermelho e comercialmente exagerado Papai Noel (estou enjoado deste senhor!). Mas os mesmos presépios também me entediam, alguns até me enjoam. Perdoem-me a sinceridade. Eles têm um grande valor e deveríamos estimular sua presença na casa dos cristãos. Mas o que me desanima é que, na maioria das vezes, eles refletem a realidade das pessoas, quando o que eu desejo ver é o Mistério de Deus. E o presépio existe para isto: para demonstrar que o nascimento de Jesus é a encarnação de Deus na nossa vida. É compreensível que façamos presépios que mostrem nosso mundo e Jesus nascendo dentro dele. Isto é, de alguma forma, a expressão da Encarnação. Mas não é tudo! O que é fundamental é compreender que Deus entrou em nossa história e o Natal é para permitir que isto seja refeito, mais uma vez, em nosso mundo interior. Ano após ano, renovando nosso ânimo, nossa esperança.</p>
<p style="text-align:justify;">Os valores que dividimos com os amigos, conhecidos e parentes, devem ser postos debaixo da Luz que veio ao mundo. Cada vez que alguém deixa as trevas do pecado, dos limites egoístas da vida e das escolhas mesquinhas, acontece uma “nova encarnação”. Cada vez que aceitamos a contrariedade e nos dispomos a lutar para mudar o sofrimento nosso e dos outros, então é o Menino Jesus que nasceu, que brota nesta terra vindo do céu.</p>
<p style="text-align:justify;">O Emanuel vem para ser o que seu nome significa: Deus conosco! Ele está conosco porque a liberdade de algumas pessoas assim o permitiu. Sem o sim generoso e fiel de Maria e de José, como Deus poderia ser recordado no Natal? Sem Maria e José não pode existir Natal! A liberdade do simples casal de Nazaré mudou o curso da história. Uma decisão tomada com fé pode também mudar a vida de alguém que deseja o melhor, deseja o bem, sonha com a felicidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Humanamente falando, Deus não foi um pouco imprudente nascendo como homem? Esta situação tinha tudo para não dar certo: fragilidade, incapacidades físicas, limites culturais, humildade… Como crer que uma criança recém-nascida seja o Senhor da terra e do céu? Por isso os Evangelhos colorem o nascimento de Jesus com imagens e pessoas que enriquecem as cenas e lhes dão reforço, credibilidade perante a história. Os pastores em Lucas 2,8–12 lembram que são os pobres os mais abertos em aceitar a presença de Deus. Os magos vindos do Oriente, em Mateus 2,1, são a afirmação da sabedoria humana que busca Deus, mesmo que não acertem na primeira busca, indo nos palácios dos príncipes do mundo (Mateus 1,2–8). Simeão e Zacarias, no Templo de Jerusalém, lembrados em Lucas 2,33–38. Os personagens elencados e tantos outros são as cores do grande quadro da Encarnação e estão nos textos para declarar que o Mistério de Deus é real, presente na vida de quem se abre ao Mistério.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Mistério </strong>— Aqui está uma conceito interessante. Como todos os verbos e substantivos antigos, usados em várias circunstancias e tempos diversos, a palavra “mistério” tem muitos significados. Aqui quero usa-la no sentido de “fato decisivo e surpreendente”. A Encarnação, celebrada no Natal, é a entrada de Deus na nossa história. É o Mistério que tocamos, que sentimos presente, que pode mudar nosso modo de sentir e viver. A primeira carta de João declara, em um momento de magnífica poesia e expressividade: <em>O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os olhos, o que contemplamos e nossas mãos apalparam no tocante ao Verbo da vida, porque a vida se manifestou e nós vimos e testemunhamos, anunciando-vos a vida eterna que estava com o Pai e nos foi manifestada, o que vimos e ouvimos, nós também vos anunciamos a fim de que também vós vivais em comunhão conosco. Ora, nossa comunhão é com o Pai e seu Filho, Jesus Cristo. Nós vos escrevemos estas coisas para nossa alegria ser completa!</em> (1 João 1,1–4). A nossa alegria pode ser completa com a ação do Mistério de Deus. Este Mistério é Jesus Cristo, o frágil recém-nascido. Ele precisa ser aceito por você e por mim, viventes em um mundo distante da simplicidade, do silêncio, da contemplação. Então nossa alegria pode ser completa e a festa será, realmente, de grande alegria. Nasceu e sempre nasce o Menino Jesus. É a ternura do Pai, vinda do céu, brotada na terra e na inteligência e vontade de quem se abre a este Mistério. Feliz Natal para você e sua família!</p>
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		<title>Abri as portas para o Deus-conosco, Emanuel</title>
		<link>http://mauronegro.wordpress.com/2010/12/17/abri-as-portas-para-o-deus-conosco-emanuel/</link>
		<comments>http://mauronegro.wordpress.com/2010/12/17/abri-as-portas-para-o-deus-conosco-emanuel/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Dec 2010 23:38:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mauronegro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>

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		<description><![CDATA[IV Domingo do Advento. Ano Litúrgico A. Mateus 19 de Dezembro de 2010 Os textos bíblicos deste Domingo estão afirmam a identidade messiânica de Jesus. José ocupa um lugar de destaque e sua ação demonstra a profunda reverencia perante o &#8230; <a href="http://mauronegro.wordpress.com/2010/12/17/abri-as-portas-para-o-deus-conosco-emanuel/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mauronegro.wordpress.com&amp;blog=13116046&amp;post=74&amp;subd=mauronegro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align:center;"><strong>IV Domingo do Advento. Ano Litúrgico A. Mateus</strong><br />
<strong>19 de Dezembro de 2010</strong></h3>
<p>Os textos bíblicos deste Domingo estão afirmam a identidade messiânica de Jesus. José ocupa um lugar de destaque e sua ação demonstra a profunda reverencia perante o Mistério da presença de Deus na história. Em especial na sua história.<span style="font-size:11pt;"> </span></p>
<h2 class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-size:11pt;">Paulo insiste na humanidade de Jesus e na sua messianidade, pois Ele é filho de Davi. Mas não se limita a Israel. Antes, está para todas as nações.</span><span style="font-size:11pt;"> </span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-size:11pt;">O Salmo é um convite à entrada neste clima teofânico. O Natal não é uma simples celebração de aniversário. É a declaração litúrgica da verdade teológica da ação de Deus na história.</span></h2>
<p>Leia o comentário para as leituras: <a href="http://mauronegro.files.wordpress.com/2010/12/04-iv-domingo-do-advento-2010-12-19.pdf">04 IV Domingo do Advento 2010 12 19</a></p>
<div id="_mcePaste" class="mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;overflow:hidden;">
<p><!--[if !mso]&gt; &lt;!  v\:* {behavior:url(#default#VML);} o\:* {behavior:url(#default#VML);} w\:* {behavior:url(#default#VML);} .shape {behavior:url(#default#VML);} --> <!--[endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE                           &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                            &lt;![endif]--><!--[if gte mso 10]&gt; &lt;!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:&quot;Tabela normal&quot;; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:&quot;&quot;; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:&quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} --> <!--[endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="position:relative;z-index:251661312;"><span style="position:absolute;left:-15px;top:-72px;width:636px;height:64px;"> </span></span></p>
<table cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td style="vertical-align:top;background:none repeat scroll 0 0 white;" width="636" height="64" bgcolor="white"><span style="position:absolute;left:0;z-index:251661312;"> </span>&nbsp;</p>
<table cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td>
<div class="shape" style="padding:3.6pt 7.2pt;">
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="position:relative;z-index:251661312;"><span style="position:absolute;left:-15px;top:-72px;width:636px;height:64px;"> </span></span><span style="font-family:&quot;"> IV Domingo do Advento. Ano Litúrgico A. Mateus</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="font-family:&quot;">19 de Dezembro de 2010</span></p>
</div>
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		<title>O Nascimento do Messias</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 20:24:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mauronegro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Toda a alegria dos últimos dias do ano nasce do acontecimento ou Evento que marcou a história: o Messias nasceu e começou a redenção da história e do ser humano. Aplenitude do tempo — Quando chegou a plenitude do tempo, &#8230; <a href="http://mauronegro.wordpress.com/2010/12/15/o-nascimento-do-messias/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mauronegro.wordpress.com&amp;blog=13116046&amp;post=70&amp;subd=mauronegro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:14pt;"><em><span style="color:black;">Toda a alegria dos últimos dias do ano nasce do acontecimento </span>ou Evento que marcou a história: o Messias nasceu e começou a redenção da história e do ser humano.<br />
</em></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;"><strong> <a href="http://mauronegro.files.wordpress.com/2010/12/121410_2023_onascimento1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-69" title="121410_2023_ONascimento1.jpg" src="http://mauronegro.files.wordpress.com/2010/12/121410_2023_onascimento1.jpg?w=256&#038;h=251" alt="" width="256" height="251" /></a>Aplenitude do tempo </strong>— <em>Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, para resgatar os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial</em> (Gálatas 4,4–5). Estes dois versículos da carta de Paulo aos Gálatas compõem o testem <em>o tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, para resgatar os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial</em> (Gálatas 4,4–5). Estes dois versículos da carta de Paulo aos Gálatas compõem o testemunho escrito mais antigo do nascimento de Jesus. De fato, a citada carta aos cristãos da Galácia é datada pelos anos 56 e 57, portanto antes da redação dos Evangelhos canônicos.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;">Contudo é importante notar que para Paulo, nestes dois versículos, o que é realmente importante não é o nascimento de Jesus, mas sim a vinda do Filho de Deus. Pode parecer a mesma coisa, mas não é! A Encarnação é o evento, o grande e notável fato da Encarnação — Deus se faz humano para viver a nossa história e dar-nos a salvação. E ela, a salvação, é a saída de nossa condição limitada de seres humanos.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;"><em>…Deus enviou seu Filho, nascido de mulher…</em> Paulo afirma a humanidade do nascimento do Filho de Deus. A Encarnação é a entrada deste Deus na nossa história, uma entrada que, em Filipenses 2,5–11 o mesmo Paulo irá identificar com o &#8220;esvaziamento&#8221;, a &#8220;kénose&#8221;. O que os cristãos devem mais evidenciar no Natal não é propriamente o nascimento, mas a Encarnação: o início da história de Deus entre nós, como nós e por nós. Para tanto é necessário não fixar-se nos elementos imediatos da cena noturna do Natal: o recém-nascido é o futuro do homem com Deus. Ele nasce para ser uma teofania, para transformar a história.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;">São portanto dois os centros de atenção do Natal: o primeiro e mais imediato é o nascimento da criança. Todo nascimento de criança é uma alegria e uma fonte de esperança. O segundo centro de atenção é a entrada de Deus na história, a Encarnação. Quando uma criança nasce tudo ao redor se transforma. Devem-se adequar as situações, os ambientes e os horários em função dela. Com o nascimento de Jesus, que é a Encarnação, a entrada de Deus vida de Israel primeiramente e depois de toda a humanidade, tudo deve ser revisto, disposto de modo diferente, transformado.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;"><strong>José, homem da grande palavra </strong>— Em Mateus 1,24–25 lemos: <em>José, ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor ordenara e recebeu em casa sua mulher. Mas não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho. E ele o chamou com o nome de Jesus.</em> José de Nazaré é o justo filho de Davi comprometido em casamento com a jovem Maria. Ele é judeu, fiel observante das tradições e da Torah, o conjunto das Escrituras que hoje nós cristãos chamamos de Antigo Testamento. Ele tem em suas mãos o futuro da Encarnação. Se ele dissesse &#8220;não&#8221;, a história não seria a mesma que conhecemos. Por que o homem José aceitou o dom da paternidade sobre aquela criança? Pela fé: dom que não se vê, não se mede e até mesmo não se sente de imediato, mas que faz a diferença na vida e na história de toda pessoa.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;">José é o homem da grande palavra. Ninguém como ele pôde dizer, afirmar, declarar a palavra mais importante da história de nossa salvação. Ele declarou que aquele Menino era o Salvador, o Emanuel anunciado pelo Profeta Isaías (em 7,14) e esperado pelos outros Profetas, pelos homens e mulheres justos do Antigo Testamento. Dando o nome a seu Filho ele fez o que incontáveis pessoas, em todos os tempos e lugares da terra, tantas vezes disseram: &#8220;Deus é a Salvação&#8221;, &#8220;Ele é o Salvador&#8221; — e por isso estas pessoas creram, viveram, superaram os limites, até a morte. Como tantos outros personagens da Escritura José é modelo de fé e adesão à vontade de Deus. Mas é também único! Somente ele indicou, com a autoridade de pai, quem aquele Menino era — é o &#8220;Deus Salvador&#8221;, sentido do nome Jesus. Por isso José é o homem da grande, da enorme e mais importante palavra!<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;"><strong>Maria, a Mãe de Deus </strong>— Em Lucas 2,7 nós lemos: <em>…e ela </em>(Maria) <em>deu á luz seu filho primogênito, envolveu-o com faixas e reclinou-o numa manjedoura, porque não havia um lugar para eles na sala</em>. Esta palavra, &#8220;sala&#8221;, é mais apropriada para a tradução do que está escrito na língua grega. Não se trata de uma &#8220;estrebaria&#8221;, como alguns leem e fazem representar. E Maria envolveu com faixas o seu filho. É assim que vemos o recém-nascido nos ícones bizantinos e pinturas que respeitam o texto bíblico em sua literalidade.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;">Como poderia uma pessoa, um ser humano gerar Deus? Isto sem dúvida foge de nossa compreensão. Aliás, são tantos os fatos e realidades, conhecidos e verificados diretamente, que fogem de nossa compreensão! E os que não conhecemos?… Quantos são… onde estão… o que são? Por que opor resistência ao Mistério de Deus que se deixou gerar como homem em Maria? A aceitação disto faz iniciar um tempo novo: Deus não é alheio a nós, longe de nós, de nossos sentimentos, sensações, necessidades… Ele não nos vê das alturas, sem compromisso com suas criaturas. Ele se sujeitou à imersão em nossa história e nossos limites físicos, psicológicos, culturais, emocionais. Isto tudo aconteceu pelo sim de uma mulher que, com relação a Deus, neste momento e a partir dele para sempre, representa toda a humanidade. A humanidade, em Maria de Nazaré, dá à luz o Filho de Deus! Esta é a epifania do Natal — Deus, que é Salvação, agora é também gente, &#8220;carne&#8221;. Esta carne com seu sangue serão para os cristãos, futuramente, o alimento que faz caminhar e crescer.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;">Quem conhece história sabe que são muitas as imagens de mulheres que dão à luz deuses, filhos de deuses ou semideuses. Na literatura antiga Maria não é a única! Ocorre que o contexto onde o texto do Evangelho aparece e a aproximação com o seu sentido são totalmente outros, diferentes daqueles da antiguidade.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;">A mim e a você é pedida a adesão de fé no Mistério de Deus que entra na nossa vida sendo um de nós. É a epifania, a manifestação grande e notável de Deus que todos os anos nós renovamos no ciclo do Natal.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;"><strong>O rei dos judeus </strong>— No Evangelho segundo Mateus lemos: <em>Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram magos do Oriente a Jerusalém</em> (2,1). O nascimento de Jesus é saudado por pagãos, isto é, gente de fora do judaísmo. É surpreendente isto, pois eram os Judeus que esperavam o Messias, o &#8220;rei dos judeus&#8221;. Os pagãos, representados pelos magos, não tinham onde procurar o &#8220;rei recém-nascido&#8221; senão no lugar onde ficam os reis: nos palácios reais. Eles então, devem ter chamado a atenção de Herodes. Lemos ainda em Mateus: <em>…perguntando </em>(os magos)<em>: &#8220;Onde está o rei dos judeus recém-nascido? Com efeito, vimos sua estrela no seu surgir e viemos homenageá-lo&#8221; </em>(1,2–3). À pergunta dos magos Herodes, ilegítimo rei dos judeus, reage com hipocrisia e astúcia — <em>…&#8221;Ide e procurai obter informações exatas a respeito do menino e, ao encontrá-lo, avisai-me, para que também eu vá homenageá-lo&#8221; </em>(Mateus 2,8).<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;">Felizmente a astúcia maligna de Herodes não foi superior à sabedoria e atenção dos magos que, depois de visitar Jesus, deixaram a terra rapidamente e por outro caminho foram embora. O que fizeram, contudo, é parte da teofania que falamos acima.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;"><strong>Os presentes </strong>— Os magos deram ao menino alguns presentes. Cada um deles é o reconhecimento de uma identidade ou uma missão. Mateus informa: <em>…Em seguida, </em>(os magos) <em>abriram seus cofres e ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra </em>(2,11). Cada um destes presentes é uma declaração, um futuro indicado, uma missão assumida. Vejamos:<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;">— O ouro é perene, é sinal da eternidade de Deus. Por isso ele é usado no que se refere a Deus, como na Liturgia (cálices, patenas, etc.). Mas é também sinal de sentimentos humanos que devem ser duradouros: os anéis de casamento são dourados, sinal da continuidade do amor e de sua própria origem, o coração de Deus. O ouro também é indicação da realeza. Os magos aceitaram e declararam que a criança é um rei — absolutamente diferente de todos os outros reis, vindo dos céus, fonte da graça e da sabedoria.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;">— O incenso é um sinal de divindade. Em muitos textos bíblicos encontramos a menção do incenso com marca da presença de Deus. Oferecendo incenso ao recém-nascido os magos declararam reconhecer sua divindade. Tal oferta, vinda de pagãos, abriu o horizonte do texto de Mateus. Todos os povos poderão acolher em seu seio (cultura, língua, história e realidade) aquele Deus nascido entre os judeus, mas nascido também para toda a humanidade.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;">— A mirra é uma substância que conserva os cadáveres, é sinal de amargura, de sofrimento, de morte. Ela é a declaração do futuro martírio do recém-nascido. Mesmo ainda envolto em faixas ele já tinha a condição de &#8220;servo sofredor&#8221;*. Os magos pré-anunciaram a paixão e a morte do Senhor.<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:10pt;">Ouro, incenso e mirra, apresentados como presentes pelos magos, compõem o quadro que Mateus oferece aos fiéis — os pagãos reconheceram que nasceu entre os judeus o Filho de Deus, o Rei que é Messias e que faz o ser humano retornar ao convívio com Deus. </span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mauronegro.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mauronegro.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mauronegro.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mauronegro.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mauronegro.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mauronegro.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mauronegro.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mauronegro.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mauronegro.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mauronegro.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mauronegro.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mauronegro.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mauronegro.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mauronegro.wordpress.com/70/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mauronegro.wordpress.com&amp;blog=13116046&amp;post=70&amp;subd=mauronegro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Combati o bom combate, guardei a fé</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Oct 2010 01:12:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mauronegro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Liturgia]]></category>

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		<description><![CDATA[(cf. 2 Timóteo 4,7) XXIX Domingo do Tempo Comum Ano C Lucas — 24 de Outubro de 2010 São dois os temas da liturgia da Palavra deste Domingo: primeiro, a humildade e o reconhecimento do Senhor como fonte da Graça, &#8230; <a href="http://mauronegro.wordpress.com/2010/10/22/combati-o-bom-combate-guardei-a-fe/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mauronegro.wordpress.com&amp;blog=13116046&amp;post=62&amp;subd=mauronegro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;">(cf. 2 Timóteo 4,7)</p>
<p>XXIX Domingo do Tempo Comum Ano C Lucas — 24 de Outubro de 2010</p>
<p>São dois os temas da liturgia da Palavra deste Domingo: primeiro, a humildade e o reconhecimento do Senhor como fonte da Graça, o que se encontra entre a primeira leitura e o Evangelho, mediados pela confiança que o pobre deposita no Senhor, o que é cantado no Salmo.</p>
<p>O segundo tema é a certeza que vem da adesão ao mistério de Cristo. Paulo é quem evidencia esta realidade e situação quando afirma, em 2 Timóteo, que espera a manifestação gloriosa do Senhor.</p>
<p>O Domingo em questão prepara a Igreja para os últimos Domingos do Ano Litúrgico com seus apelos à conversão. São eloquentes nas imagens e nas argumentações. Os pregadores deve fazer o mesmo.</p>
<p>Leia o comentário para as leituras: <a href="http://mauronegro.files.wordpress.com/2010/10/30-dom-comum-c-24-10-20101.pdf">30 Dom Comum C 24 10 2010</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mauronegro.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mauronegro.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mauronegro.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mauronegro.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mauronegro.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mauronegro.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mauronegro.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mauronegro.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mauronegro.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mauronegro.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mauronegro.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mauronegro.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mauronegro.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mauronegro.wordpress.com/62/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mauronegro.wordpress.com&amp;blog=13116046&amp;post=62&amp;subd=mauronegro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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